Determinação de compostos fenólicos em infusões de hortelã (Mentha piperita): comparação entre amostras in natura e comercial
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Data
2026
Autores
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Resumo
Este estudo teve como objetivo determinar o teor de compostos fenólicos totais e
avaliar o perfil cromatográfico de infusões de hortelã (Mentha piperita), comparando
amostras comercial (sachê) e in natura (folhas frescas). A metodologia empregou o
método espectrofotométrico de Folin-Ciocalteu para quantificação e Cromatografia
Líquida de Alta Eficiência com Detector de Arranjo de Diodos (CLAE-DAD) para a
identificação dos perfis fenólicos. Os resultados revelaram uma disparidade
significativa na capacidade extrativa: a infusão do sachê apresentou 105,7 ± 3,7 mg
EAG/L de fenólicos, valor expressivamente superior aos 8,3 ± 0,2 mg EAG/L obtidos
da amostra fresca. Na análise cromatográfica, a amostra comercial demonstrou
maior diversidade química, com a identificação de ácido cafeico, miricetina,
catequina e rutina, enquanto na amostra in natura detectou-se apenas quercetina.
Conclui-se que o processamento industrial (secagem e trituração) do sachê facilita a
extração por infusão ao romper barreiras celulares. Para amostras frescas,
sugere-se que o método de decocção seja mais adequado para otimizar a liberação
de fitoquímicos, visto que a infusão não foi suficiente para extrair o potencial
antioxidante total das folhas em seu estado natural.
Descrição
Palavras-chave
Mentha piperita, Infusão, Compostos fenólicos, Espectrofotometria, CLAE-DAD.