Avaliação da estrutura populacional da espécie Hancornia Speciosa Gomes, "Mangabeira", em áreas de atividade extrativista em Maragogi, Alagoas

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Data

2026-03-28

Currículo Lattes

http://lattes.cnpq.br/3713972534391832

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INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS - Ifal

Resumo

Hancornia speciosa Gomes, “mangabeira”, árvore pertencente à família Apocynaceae, cujos frutos são muito apreciados e utilizados no Nordeste in natura e em diversos preparos. O extrativismo de mangaba no Brasil é uma prática de grande importância socioeconômica e cultural para muitas comunidades locais e/ou tradicionais. Essa pesquisa objetivou avaliar a estrutura populacional da espécie em Maragogi, Alagoas. Após reconhecimento de campo, foram selecionados os povoados de Antunes, Ponta de Mangue e o Assentamento Nova Jerusalém. Para cada indivíduo foram coletados valores de circunferência a altura do peito (CAP), altura, fase fenológica e presença de mudas. Foi observada a existência de marcas antrópicas de corte e raspagem de cascas. Cada indivíduo foi marcado por coordenadas geográficas em GPS portátil. Amostras foram coletadas para a identificação taxonômica e depositadas no Herbário MAC-IMA/AL. Os dados foram analisados com estatística descritiva, para avaliação da estrutura populacional foi aplicada a distribuição em classes diamétricas. A distribuição espacial foi submetida ao Índice de Morisita, e para análise da estrutura etária foram avaliados o diâmetro à altura do peito (DAP) e o estágio reprodutivo. Foram registrados 1.011 indivíduos nas áreas de Antunes (451 - 45%), Assentamento Nova Jerusalém (353 - 35%) e Ponta de Mangue (207 - 20%), com distribuição espacial agregada (IM=1,7999), mostrando concentração em áreas remanescentes de vegetação nativa, geralmente áreas privadas, como quintais e chácaras. A espécie ocorre principalmente em áreas de restinga arbustiva-arbórea, concentrando 869 indivíduos (86%), enquanto 142 (14%) em áreas de mata ombrófila. Sobre a estrutura populacional, observou-se predominância no estágio reprodutivo jovem (440) e reprodutivo maduro (497), correspondendo a cerca de 88% da população amostrada. A distribuição diamétrica apresentou maior concentração nas classes entre 15 e 30cm, indicando a tendência ao padrão em “J” invertido, geralmente associado a populações com potencial de regeneração natural. Entretanto, o número reduzido de mudas (164) e juvenis (74) sugere limitações no estabelecimento natural da espécie. Durante as coletas, a fenologia foi marcada por indivíduos em frutificação (55%), flores (18%), botões (17%) e vegetativa (10%). Além disso, 585 indivíduos apresentam marcas nos troncos, indicando a influência das atividades extrativistas. Apesar da possibilidade de regeneração natural, a população encontra-se sob intensa pressão antrópica devido à expansão imobiliária, o turismo e a fragmentação dos remanescentes vegetacionais. Estima-se que cerca de 25% dos indivíduos estejam em áreas com previsão de futuras construções, evidenciando a necessidade de medidas urgentes de conservação e manejo sustentável para a manutenção da espécie na região.

Descrição

Palavras-chave

Conservação, Perda de Habitat, Produto Florestal Não Madeireiro, Conservation, Habitat Loss, Non-Timber Forest Product

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