Trabalhos de Conclusão de Curso Técnico Integrado e Subsequente
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Navegando Trabalhos de Conclusão de Curso Técnico Integrado e Subsequente por Assunto "Agricultura familiar"
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Item Gênero e agricultura familiar: experiências, vivências, valores, representações e atuações de mulheres no assentamento Dom Helder Câmara em Murici – AL(2025) Brito, Leonarda Rodrigues da Silva; Silva, Géssika Cecília Carvalho da; Folhadela, Géssika Cecília Carvalho da Silva; Souza, Izabel Vieira de; Medeiros, Maria Aparecida deNa agricultura familiar, os conhecimentos sobre produção rural são repassados precocemente à descendência das famílias. Neste contexto, estão inseridas as mulheres agricultoras, que desempenham funções fundamentais no desenvolvimento da agricultura, em específico, a agricultura familiar agroecológica. Todavia, por não trabalharem exclusivamente na produção de alimentos e ficarem responsáveis também pelos trabalhos domésticos, criação dos filhos, trato dos animais e de seus quintais produtivos, essas mulheres não eram reconhecidas como agricultoras e não tinham seus direitos garantidos até 1980, quando o Movimento das Mulheres Rurais foi conquistando espaço. Tal problemática foi um agravo na desigualdade de gênero no campo, bem como reforçou a divisão sexual do trabalho como algo que está na ordem das coisas e que não poderia ser evitado. Portanto, o objetivo deste trabalho é trazer visibilidade às vivências, experiências e saberes de mulheres agricultoras, que lutam constantemente para a quebra de estigmas associados à sexualidade e sua relação com trabalho reprodutivo e produtivo. Para a coleta de dados, utilizou-se a metodologia de entrevistas narrativas realizadas com cinco agricultoras residentes no Assentamento Dom Helder Câmara, localizado no município de Murici-AL. Como resultado, nota-se que as agricultoras conquistam diariamente maior abertura nos espaços rurais, bem como demonstram-se flexíveis ao aprendizado de novas formas de produção, porém sempre preservando os conhecimentos ancestrais e os princípios da agricultura familiar. Estas mulheres estão cada vez mais engajadas no combate à desigualdade de gênero no campo, com a participação ativa em movimentos sociais, sindicatos e lideranças. Ademais, destaca-se a crescente ocupação feminina nas mais diversas esferas sociais, reivindicando seus direitos enquanto mulheres e produtoras de alimentos, representando e liderando uma classe que durante séculos foi invisibilizada, e desta forma, reescrevendo suas histórias enquanto mulheres e agricultoras.Item Gênero e agricultura familiar: experiências, vivências, valores, representações e atuações de mulheres no Assentamento Dom Helder Câmara em Murici-AL(INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS - Ifal, 2025-06-06) Brito, Leonarda Rodrigues da Silva; Folhadela, Géssika Cecília Carvalho da Silva; http://lattes.cnpq.br/5829131072769426; Folhadela, Géssika Cecília Carvalho da Silva; http://lattes.cnpq.br/5829131072769426; Souza, Izabel Vieira de; http://lattes.cnpq.br/8785527975315675; Medeiros , Maria Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8296606275189405Na agricultura familiar, os conhecimentos sobre produção rural são repassados precocemente à descendência das famílias. Neste contexto, estão inseridas as mulheres agricultoras, que desempenham funções fundamentais no desenvolvimento da agricultura, em específico, a agricultura familiar agroecológica. Todavia, por não trabalharem exclusivamente na produção de alimentos e ficarem responsáveis também pelos trabalhos domésticos, criação dos filhos, trato dos animais e de seus quintais produtivos, essas mulheres não eram reconhecidas como agricultoras e não tinham seus direitos garantidos até 1980, quando o Movimento das Mulheres Rurais foi conquistando espaço. Tal problemática foi um agravo na desigualdade de gênero no campo, bem como reforçou a divisão sexual do trabalho como algo que está na ordem das coisas e que não poderia ser evitado. Portanto, o objetivo deste trabalho é trazer visibilidade às vivências, experiências e saberes de mulheres agricultoras, que lutam constantemente para a quebra de estigmas associados à sexualidade e sua relação com trabalho reprodutivo e produtivo. Para a coleta de dados, utilizou-se a metodologia de entrevistas narrativas realizadas com cinco agricultoras residentes no Assentamento Dom Helder Câmara, localizado no município de Murici-AL. Como resultado, nota-se que as agricultoras conquistam diariamente maior abertura nos espaços rurais, bem como demonstram-se flexíveis ao aprendizado de novas formas de produção, porém sempre preservando os conhecimentos ancestrais e os princípios da agricultura familiar. Estas mulheres estão cada vez mais engajadas no combate à desigualdade de gênero no campo, com a participação ativa em movimentos sociais, sindicatos e lideranças. Ademais, destaca-se a crescente ocupação feminina nas mais diversas esferas sociais, reivindicando seus direitos enquanto mulheres e produtoras de alimentos, representando e liderando uma classe que durante séculos foi invisibilizada, e desta forma, reescrevendo suas histórias enquanto mulheres e agricultoras.