Estudo do processo de invasão do “sururu branco” (Mytilopsis sallei) na lagunar Mundaú, Maceio – Alagoas

dc.contributor.advisor1Araújo, Daniel de Magalhães
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0003-0700-9836
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5837261784524743
dc.contributor.referee1Melo, Joabe Gomes de
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5180399418500159
dc.contributor.referee2Bordinhon, André Moreira
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/0982411313292542
dc.contributor.referee3Tamano, Luana Tieko Omena
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/4206868438935017
dc.creatorVilar, Evlyn Larisse da Silva
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9984859673978439
dc.date.accessioned2026-06-22T14:30:13Z
dc.date.available2026-06-22T14:30:13Z
dc.date.issued2025-02-26
dc.description.abstractIn 2021, the Maceió sururu extractive community reported the constant appearance of a mollusk similar to the native sururu, but with a whitish color, which soon came to be called “white sururu” (Mytilopsis sallei) by riverside dwellers. Later, in 2022, the disappearance of the native sururu, Mytella falcata, was reported. Considering that the sururu is an Intangible Cultural Heritage of Alagoas, being a source not only of income, but also of food for a significant portion of the population, it is essential to carry out studies aimed at elucidating the incursion of this invasive bivalve into the Estuarine Complex Mundaú-Manguaba Lagoon (CELMM). Thus, this study aimed to understand the process of invasion of the “white sururu” in the lagunar Complex, as well as understanding the relationship between the establishment of the invasive species in the region and the disappearance of the species of sururu native to it, from the perspective of fishermen. Sururu from the Estuarine Complex.This study had a qualitative focus, using exploratory and descriptive field research as its methodological contribution. On-site visits were carried out in the region, as well as at Fishermen's Associations, presenting the theme and objectives of this research. 31 informants were interviewed, 90.30% of whom were male, with an average age of 56 years and an average fishing age of 36 years. Fishermen still associate the emergence of the white sururu with the “disappearance” of the native sururu, which is evidenced by many studies of the harmful effects on the environment and the native species that inhabit it as a result of the introduction of invasive species. However, according to the evidence, the “disappearance” of the native sururu may be more linked to changes in salinity and climate than the presence of the invasive bivalve. The disappearance of the native sururu, in turn, caused profound and severe effects on the riverside community, especially for those who survived from fishing, forcing the “sururuzeiros” to migrate to other regions and/or jobs. Knowledge about the invasive species is still incipient for the fishermen interviewed, especially when compared to knowledge about the native species. Fishermen consider the white sururu to be stronger and more resistant to the conditions established in the environment, representing a real danger to the native sururu, which represents the main source of subsistence for them and their families. Thus, the riverside community shows great concerns about the adverse effects of the incursion of the white sururu into laguna Mundaú. Therefore, the difficulties faced by local communities, exacerbated by the scarcity of native sururu, highlight the urgent need for conservation strategies that integrate traditional knowledge with the sustainable management of natural resources.
dc.description.resumoEm 2021, a comunidade extrativista de sururu de Maceió reportou o aparecimento constante de um molusco semelhante ao sururu nativo, porém de cor esbranquiçada, que logo passou a ser chamado pelos ribeirinhos de “sururu branco” (Mytilopsis sallei). Posteriormente, em 2022, foi reportado o desaparecimento do sururu nativo (Mytella falcata). Tendo em vista que o sururu é Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas, sendo fonte não somente de renda, mas também de alimento para uma parcela significativa da população, torna-se imprescindível a realização de estudos que visem elucidar a incursão deste bivalve invasor no Complexo Estuarino Lagunar Mundaú-Manguaba (CELMM). Assim, este estudo teve como objetivo entender o processo de invasão do “sururu branco” no complexo lagunar, bem como compreender a relação entre o estabelecimento da espécie invasora na região e o desaparecimento da espécie de sururu nativo a partir da ótica dos pescadores de sururu do Complexo Estuarino. Este estudo teve um enfoque qualitativo, tendo como aporte metodológico a pesquisa de campo exploratória e descritiva. O Foram realizadas visitas à região, nas quais um pescador antigo apresentou a equipe aos pescadores/marisqueiras. Assim, a equipe mostrou-lhes o tema e os objetivos desta pesquisa e os convidou para participar das entrevistas. Foram entrevistados 31 pescadores/marisqueiras, sendo 90,30% deles do sexo masculino, com idade média de 56 anos e idade média de pesca de 36 anos. Os pescadores atribuem direta ou indiretamente o surgimento do “sururu branco” às atividades da mineradora Braskem, devido ao fato de o surgimento do molusco invasor ter coincidido com o maior desastre ambiental da história de Alagoas (afundamento do solo e explosão da mina 18). Os pescadores ainda associam o surgimento do “sururu branco” com o “desaparecimento” do sururu nativo, o que é evidenciado por muitos estudos sobre os efeitos deletérios sob o ambiente e as espécies nativas que nele habitam em decorrência da introdução de espécies invasoras. Entretanto, além da presença do bivalve invasor, o “desaparecimento” do sururu nativo pode ter sido influenciado por alterações na salinidade da laguna devido ao grande aporte de águas da chuva, o que é demonstrado através de estudos. O “desaparecimento" do sururu nativo, por sua vez, causou profundos efeitos à comunidade ribeirinha, sobretudo para aqueles que sobreviviam da pesca, forçando os “sururuzeiros” a migrarem para outras regiões e/ou empregos. O conhecimento sobre a espécie invasora ainda é incipiente para os pescadores entrevistados, sobretudo quando comparado ao conhecimento sobre a espécie nativa. Os pescadores consideram o “sururu branco” mais forte e resistente às condições estabelecidas no ambiente, representando um verdadeiro perigo para o sururu nativo, que representa a principal fonte de subsistência para eles e suas famílias. Assim, a comunidade ribeirinha demonstra grandes preocupações com os efeitos adversos da incursão do “sururu branco” na laguna Mundaú. Dessa forma, as dificuldades enfrentadas pelas comunidades locais, exacerbadas pela escassez do sururu nativo, destacam a necessidade urgente de estratégias de conservação que integrem o conhecimento tradicional à gestão sustentável dos recursos naturais.
dc.identifier.citationVilar, Evlyn Larisse da Silva. Estudo do processo de invasão do “sururu branco” (Mytilopsis sallei) na lagunar mundaú, Maceio – Alagoas / Evlyn Larisse da Silva Vilar. – Dados eletrônicos (1 arquivo : 5.273 KB). – 2025. Sistema requerido: Adobe Acrobat Reader. Modo de acesso: Internet. Dissertação (Mestrado Profissional em Tecnologias Ambientais) – Instituto Federal de Alagoas, Campus Marechal Deodoro, Marechal Deodoro, 2025. Orientação: Prof. Dr. Daniel de Magalhães Araújo. 1. Bivalve. 2. CELMN. 3. Mytella falcata. 4. Etnobiologia. 5. Sururu. I. Araújo, Daniel de Magalhães. II. Título.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ifal.edu.br/handle/123456789/3093
dc.language.isopt
dc.publisherINSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS - Ifal
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.departmentCampus Marechal Deodoro
dc.subjectBivalve
dc.subjectCELMN
dc.subjectMytella falcata
dc.subjectEtnobiologia
dc.subjectSururu
dc.subjectEthnobiology
dc.subject.cnpqCIENCIAS BIOLOGICAS
dc.titleEstudo do processo de invasão do “sururu branco” (Mytilopsis sallei) na lagunar Mundaú, Maceio – Alagoas
dc.typeDissertação

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